Desmandos, decepções e ataques à classe trabalhadora
03/02/2017 | 12h:10

Desmandos, decepções e ataques à classe trabalhadora

Por Adailton Melo

O ano de 2016 vai ficar marcado na memoria do povo brasileiro como um ano de ataques sem precedentes aos direitos sociais e aos trabalhadores. Passamos por momentos conturbados na política e na economia. Víamos diariamente noticias em todos os meios de comunicação que traziam instabilidade e desconfiança na população, um judiciário seletivo que não cumpria seu papel de guardião maior da nossa constituição, um jogo de interesses escusos que não mediava consequências para obter seus ideais, uma parcela da população iludida e manipulada que tomou as ruas para defender a ruptura do processo democrático de direito sem ter noção do quanto seria prejudicial a nossa nação. Esses e outros fatores culminaram em um golpe parlamentar que retirou uma presidente democraticamente eleita e colocou no poder um grupo político cujo seu maior interesse é dilapidar o patrimônio brasileiro e retirar direitos da classe trabalhadora.   

Na contramão do que o povo brasileiro precisa e atendendo os desejos dos que financiaram o golpe, o governo impôs uma agenda de maldades em detrimento ao povo mais pobre e trabalhador desse país. Mesmo com mobilizações contrarias uma das primeiras maldades aprovadas foi a PEC 55, que congela os gastos públicos por vinte anos usando um discurso mentiroso que seria necessário para o Brasil avançar, mas o verdadeiro intuito da PEC é o sucateamento do serviço público, diminuição dos investimentos em saúde e educação. Outra medida que esta sendo proposta é ainda mais devastadora e atinge em cheio a classe trabalhadora. A reforma da previdência vem para acabar com o sistema previdenciário brasileiro, entre os absurdos da medida esta a idade mínima para aposentadoria aos sessenta e nove anos, quarenta e nove anos de contribuição para ter direito a aposentadoria integral, fim da aposentadoria para agricultor familiar. Isso nos remete ao período escravocrata no Brasil onde em 1885 foi promulgada a lei do sexagenário, onde os escravos teriam direito a total liberdade ao completar sessenta e cinco, só muda a forma de ser explorado ao invés de senzala é o chão da fábrica.  

A população não pode permitir que esses desmandos continuem acontecendo de forma passiva, temos que  nos manter coesos e unidos sempre em busca de uma país mais justo e igualitário para todos. Não podemos esmorecer. Temos que permanecer lutando em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

 

Adailton Melo         

Diretor de Formação Sindical do Sintape

 

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